O atendimento multi-profissional, por equipes formais e especializadas em
Dependência Química é recente no Brasil. Por considerável tempo a internação hospitalar foi considerada a única solução para esses pacientes e, foi ratificada pelos serviços oficiais de saúde, com incentivos financeiros de origem pública, tanto para a construção
como para a manutenção de hospitais psiquiátricos.
O Instituto de Dependência Química de Sorocaba foi criado no ano de 2000, com uma proposta de inovação no trabalho, que visa maior conhecimento da doença, conta com profissionais qualificados na área de saúde.
É uma unidade de internação específica de pacientes que necessitem de
acompanhamento clínico e psicológico do estado agudo da doença, em regime de
tempo integral, com a necessária preparação para sua reinserção social.
Através de pesquisa e estudo, os profissionais do Instituto estão constantemente se atualizando para garantir um trabalho de qualidade, com ética e bom senso. A partir do primeiro Curso de Especialização em Dependência Química realizado pela UNIFESP, em 1998, nossa equipe vem se aprimorando, e hoje, todos os conselheiros que atuam na equipe técnica tem formação especializada.
A metodologia dos 12 Passos continua incorporada à programação, bem como procuramos sempre oferecer o maior leque de diferentes ações, treinando a equipe em novas metodologias que se demonstrem eficazes na recuperação de nossos pacientes.
Depois de algumas reestruturações o Instituto de Dependência Química de Sorocaba teve sua inauguração formal em novembro de 2006 com uma equipe técnica definida e com a intenção de poder oferecer um trabalho de qualidade, priorizando a recuperação do dependente químico.
Campo de Atuação
- O Instituto desde a sua inauguração é especializada em tratamento de Dependência Química, ou seja, pacientes com problemas com a ingestão de álcool, maconha, cocaína, anfetaminas, benzodiazepínicos, opiáceos e tabaco.
- A co-morbidade mais comum dentre esses pacientes é a depressão, razão porque nos capacitamos para atender também pacientes depressivos, mesmo na ausência de ingestão de drogas.
- Outras patologias psiquiátricas serão atendidas, após avaliação clínica e, desde que haja correlação com ingestão de drogas, seja no momento da internação, seja no desenvolvimento da doença mental.
Tratamento
- A primeira hipótese de tratamento é o ambulatório, em que se realizam consultas semanais ou quinzenais, dependendo de cada caso, sempre com exames toxicológicos.
- Os casos de tabagismo podem ter uma boa evolução sem a necessidade de internação, bem como, situações iniciais de uso de drogas que podem ser conduzidas pela incorporação de ações preventivas.
- Torna-se necessária uma internação quando outras medidas foram tentadas e não tiveram êxito. Há muitas vezes perdas patrimoniais, danos físicos e comprometimento familiar. Podem ocorrer problemas com a justiça.
- A internação muitas vezes é complicada pelo desinteresse por parte do paciente, que por causa da doença perde sua capacidade de julgamento e não se apercebe dos danos que vem causando a si e aos próximos.
- Nessas situações é necessária uma intervenção para que o paciente inicie o tratamento antes que a doença o mate. Realizamos essa ação em conjunto com a família que deverá ser previamente treinada.
- Contamos com a parceria de uma equipe de remoção para o transporte em condições dignas, de pacientes resistentes, o que significa, ambulância padrão UTI, médico, enfermeiro e segurança treinado para prevenir danos ao próprio paciente.